Certa gralha, um pavão queria ser,
Sempre numa falácia bem urdida.
Planejou com cuidado, para ter
Aparência nunca antes exibida.
Longamente pensou sobre a matéria
Até enganar-se a si, filosofou...
Penas catou: pequena, grande e média
E, com elas, feliz se engalanou.
De desfile em desfile, sem parar,
Foi despencando toda a fatuidade.
Como, sem fundamento, a fama passa!
Quanta gente orgulhosa, para mudar,
Seu visual transformou por vaidade!
Onde a glória? Foi nuvem de fumaça...